Início Blog da Lena Adolescência O Primeiro Amor de sua criança deve ser o Amor Próprio

O Primeiro Amor de sua criança deve ser o Amor Próprio

“Que você encontre como o seu primeiro amor, o amor próprio.”

Eu achei fantástica essa frase!

É uma das frases de uma campanha na Espanha de empoderamento da mulher!

Eu trouxe essa frase aqui, nesse texto, porque ainda persiste o mito  de que fazer educação sexual é falar sobre sexo e só quando o filho ou a filha já está na adolescência!

Mas não é bem assim. 

Ao longo da nossa vida e, principalmente na infância, a pessoa desenvolve atitudes, habilidades e conceitos que irão formar o alicerce da nossa sexualidade.

E um desses alicerces é a autoestima!

Para você ter uma ideia, uma das situações mais comuns no meu trabalho com adolescentes é encontrar meninas, mas também meninos, que fazem escolhas desastrosas na sua vida sexual e amorosa por que não encontraram o amor próprio, a autoestima!

Por isso mães, a gente precisa investir na autoestima de nossos filhos!

Ela é muito preciosa!!!

É quando ela está presente que a sua filha ou o seu filho não perde o amor próprio, quando se encanta por outra pessoa.

E isso começa na infância.

Mais exatamente desde quando a criança nasce.

O que é o amor próprio?

Autoestima é aquele prazer que a gente sente em ser aquilo que a gente é! É o prazer que a criança desenvolve por ela mesma, e isso ela aprende desde pequenininha pela percepção do se sentir importante, do quanto é querida e como vale a pena, principalmente por seus pais. A criança vai provar e comprovar isso através de muitas atitudes. 

Mas hoje eu quero destacar uma que está diretamente ligada a  coragem de fazer escolhas, sem medo de ser rejeitada ou desaprovada pelo namorado ou amigos.

É quando a criança diz NÃO.

Quando uma criança nasce, nasce com ela, várias crianças! A que está na cabeça do pai, a da cabeça da mãe, da avó, do avô, e até do irmãozinho. Mas nasce também ela mesma, a real, com suas características, virtudes e defeitos. Que ao longo da sua vida vai criar a sua própria imagem. E essa imagem vai se desenhando a partir do relacionamento que vai sendo estabelecido, primeiramente, na família e a capacidade que ela tem para corresponder às crianças idealizadas por seus pais!

Vai haver momentos que ela irá corresponder a criança do pai ou da mãe… e aí a gente fica feliz e diz esse é o meu garoto ou essa é a minha garota! 

Mas há outros momentos, que por algum motivo a criança não corresponde ao desejo dos pais, e diz NÃO! Pronto, está estabelecido um conflito!

E esse pode ser um momento muito difícil para os pais. Muitas vezes tira a gente do sério! Como se diz aqui aqui na minha terra, em Maceió, faz perder as estribeiras… Eu sei que não é fácil lidar com isso.

Mas, é preciso cuidado e atenção

Quando meus filhos eram pequenos eu não tinha essa consciência, mas hoje com a minha experiência quero compartilhar uma coisa que aprendi. Você sabia que nem sempre esse NÃO, é uma coisa ruim?

Dizer NÃO para o outro, pode ser dizer SIM para si mesmo, entender os seus limites.   

A questão é: como vamos lidar com isso?

Identificar se esse NÃO é um capricho, uma birra. 

Exemplo: é a hora do banho e a criança quer continuar a assistir a TV. Diga que entende que ela não queira fazer isso agora, mas faça valer a sua decisão de forma carinhosa, mas firme!

Se o NÃO é uma incapacidade. 

Ele não consegue aprender ou realizar aquilo que você propôs.  Não desqualifique. Veja se você não está exigindo a mais do que ele pode dar ou busque ajudar. Cada etapa vencida, vale a pena parabenizar e bater palmas! Isso funciona como um estímulo positivo para ela.

Mas, se esse NÃO é para uma escolha. Procure saber as razões da criança. Não quer fazer esporte? O quer aprender?

Mãe, muita atenção nisso.

Aqui é uma questão de você estar atenta as habilidades, as potencialidades dos seus filhos, e procurar investir nelas. Não existe nada mais importante na vida de uma pessoa, do que ela perceber que sabe fazer alguma coisa, e que isso é importante para ela, mas também, valorizado por você, a família e outras pessoas importantes para ela. Incentive a desenvolver o potencial dela. E o mais importante, dê atenção as realizações que forem sendo conquistadas. 

Ter habilidades faz o seu filho ou a sua filha ter mais confiança em si mesmo!