Início Blog da Lena Adolescência A CARNE É FRACA E O ESPÍRITO VASCILANTE

A CARNE É FRACA E O ESPÍRITO VASCILANTE

Quando há Estímulo sexual e oportunidade, o sexo pode acontecer. 
Sexo é da natureza do homem! E homem aqui não quer dizer pessoa do sexo masculino, mas sim o ser humano. E como nós mulheres dessa espécie, é só acessar a lógica e… sexo também é da natureza da mulher!
Você pode está pensando… – Grande coisa! Quem que não sabe disso? 

E eu lhe respondo: 

– A maioria dos pais e mães quando, essa mulher em questão é a sua filha.
Quer ver? Vou contar uma história que me aconteceu o ano passado. 

Uma mãe me procurou para dizer que sua filha havia viajado no final de semana com o namorado para uma praia. Só os dois. E ele queria saber se eu achava que eles iriam transar?
De imediato eu respondi: Sim!

Ela ficou espantada, e falou:

– Não, ela não é qualquer garota, é a minha filha!  

Ela é  de uma família tradicional, criada com valores morais muito firme e ela sabe que condenamos o sexo antes do casamento.  

Eu acho que ela não vai fazer uma coisa dessa!

Eu tenho a esperança de que eles durmam em quartos separados!

Mas, como dizem os filósofos, quem tem esperança também tem temor!  Porque a esperança é fruto da ignorância dos fatos.

E não deu outra… alguns meses depois, ela me retornou para contar que sua filha estava grávida, e disse: 

– Eu confiei na minha filha, e olha só o que ela me fez! Que decepção!

Meninas também sentem desejo sexual 

As meninas, da mesma forma que os meninos reagem ao estímulo sexual. E isso não é fraqueza, é da natureza da mulher… É fisiológico: A mulher sente desejo sexual

Quando uma garota encontra alguém que a interessa, esse desejo acorda, e provoca a excitação, que costumamos chamar de tesão. Assim, supondo que esse interesse é correspondido, e que o casal tem uma oportunidade de ficar a sós, com toda privacidade … Eles vão vivenciar intimidades: trocar beijos e carícias.

O desejo, o toque, o cheiro, a voz… tudo Isso estimula a excitação e provoca uma sensação de prazer crescente! No início, a razão ainda funciona, a pessoa ainda tem consciência dos seus valores e responsabilidades. Mas, se o casal, como é o caso dos jovens da dessa história, também tiver a oportunidade da privacidade, os estímulos serão cada vez mais intensos, fazendo a pessoa (HOMEM E MULHER) chegar num nível de excitação, que a razão não funciona mais!

É o momento que eu chamo do “DANE-SE”… Amanhã eu resolvo! 

É a entrega sexual!

No dia seguinte, para alguns, pode até vir a ressaca moral e o arrependimento de ter ferido seus valores e decepcionado os pais.  Mas hoje em dia, cada vez menos, isso acontece. As regras sociais não são mais tão rígidas, em relação a vida sexual dos adolescente. 

E aí eu lhe pergunto? Será que foi a garota quem decepcionou a mãe, ou a mãe que acreditou no mito do sexo só depois do casamento? 

Como lidar com a sexualidade da menina

Nós mães acreditamos que nossas meninas podem ser supermulheres! Que elas são capazes de resistir a oportunidade e a intimidade, com alguém a quem deseja. 

Isso não é coerente!

Quando eu era adolescente, meus pais esperavam que eu não transasse antes do casamento, mas eles também não me davam essa liberdade. Eu podia não gostar, mas eles eram coerentes.

Minha mãe, quando eu e minhas irmãs reclamávamos da rigidez da educação dela, ela só dizia: 

Não. Filha minha não fica sozinha com o namorado porque a “A carne é fraca, e o espírito é vacilante!!!”.

A expectativa tem que ser coerente, não apenas com a educação que se dar, mas também com a bagagem que a filha conseguiu acumular e as circunstancia que ela está vivendo.

Se uma mãe não quer que sua filha faça sexo, não deve aposta na esperança que isso não aconteça, Deve ter uma atitude coerente com a sua expectativa.

O que facilita a tomada de decisão de uma atitude coerente é se dispor a conhecer sua filha. Conheça o que a sua filha sabe e pensa sobre sexo? Quando ela acha que uma garota poderia transar? Melhor, Saiba de tudo isso, sem coloca-la na berlinda. Experimente, fazer o seguinte exercício:

Conte a dúvida dessa mãe para ela, e pergunte a sua opinião! 

Tenha uma boa conversa com a sua filha, e seu filho também!