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Violência Sexual Contra Mulher – Você pode mudar isso

Violência Sexual Contra Mulher

Mulheres morrem por ser mulher!

Isso mesmo, mulheres morrem por ser mulher e os homens que cometem o crime de violência sexual contra mulher, principalmente, por causa do sentimento de perda do controle e da propriedade sobre a mulher.

Essa forma de assassinato não constitui um evento isolado e nem repentino ou inesperado; ao contrário, faz parte de um processo contínuo de agressões que leva a essa violência extrema… abusos, verbais, físicos e sexuais, que ainda são vistos na nossa cultura como natural das relações a dois.     

E isso eu posso mudar, você pode mudar, sua filha pode mudar!  Porquê?

Mais adiante vou falar sobre isso. Antes quero apresentar também outras formas de violência sexual contra mulher que estão camufladas nos comportamentos e crenças sociais que fazem de sua menina ou o do seu menino vulneráveis às agressões.

A violência que paralisa
Há casos em que a violência sexual contra mulher acontece dentro de casa, na relação com familiares, amigos e profissionais em que confiamos. Trata-se do abuso sexual! Alguém se utiliza de outra pessoa para obter prazer sexual, baseado num direito de autoridade, na ameaça física ou psicológica, ou na diferença de idade. Em todos os casos de abuso sexual, há uma relação de poder sobre o outro. O abuso sexual traz grande angústia para a vítima. Como denunciar o próprio pai, mãe, padrasto ou um tio ou tia que a toca de um jeito muito íntimo, a ponto de provocar desconforto e constrangimento… E ser acreditado?

Auto-violência
Além da violência sexual contra mulher evidente, como o abuso e o estupro, há outras manifestações que nem sempre são reconhecidas como violência, o que nos impede de lutar contra elas. Tais situações estão presentes nos relacionamentos e, muitas vezes, ameaçam a vida sexual das pessoas, e a sua própria vida. O fato de haver hoje maior liberdade sexual não é motivo de que tais violências ocorram.

Hoje sexo é o assunto de todos os dias. Muito se fala, se faz, se vive… e a menina, como também o menino, se vêem obrigados a transar, por medo de deixar de pertencer ao grupo de amigos, ou pior, correr o risco de perder o namorado (garota), dar prova de amor… e ser julgado como broxa, gay (garotos).

Como vencer o medo e o sentimento de culpa por não corresponder as expectativas do outro, e se respeitar, respeitar ao seu tempo?   

O desconhecimento do corpo e da sexualidade, a vaidade, a necessidade de afirmação e a insegurança são alguns dos fatores que empurram meninos e meninas para iniciar a vida sexual, mesmo quando não se acham preparados para viver essa experiência.

Violência do outro
Consideram-se casos de violência “do outro,” aqueles que acontecem numa relação amorosa (entre marido e mulher, ou mesmo entre os namorados), quando um dos dois envolvidos se sente obrigado a fazer sexo contra a sua vontade, pela ameaça de ser trocada por outra, por pressão do(a) parceiro(a) física, psicológica ou mesmo de crenças sociais. Tal fato constitui uma violência nem sempre percebida porque se instala o sentimento de que fazer sexo é uma obrigação a ser cumprida, independente do ritmo sexual pessoal.

Essa violência pode chegar a se tratar de abuso ou estupro que podem ser interpretadas como permissividade, e ser parte das agressões que mais tarde podem se tornar fatais.

Cada pessoa tem desejos sexuais de forma diferente e em momentos diferentes. A insistência e a violação do desejo sexual das pessoas fazem o corpo não corresponder aos estímulos, e podem chegar, inclusive, a desenvolver problemas sexuais como falta de desejo sexual, anorgasmia (falta de orgasmo), dispareunia (dor na relação por não ter conseguido uma excitação que favorecesse a penetração), disfunção erétil e até mesmo a ejaculação precoce.

Podemos mudar essa realidade!

Só existe um jeito de lidarmos com a violência sexual contra mulher: enfrentado-a. Não podemos ficar acomodadas, fazer “vista grossa” e achar que o mundo é violento mesmo. Por mais difícil que seja, isso não é nada comparado a dor e o sofrimento de ver sua filha, ou o seu filho vítimas de violências sexuais. É preciso denunciar e aprender a se protejer destas situações.

As violências, de um modo geral, acontecem porque na educação sexual se aprende uma lógica de dominação do homem sobre a mulher e um padrão cultural feminino de obediência, que foi propagado ao longo de gerações e gerações e que persiste até hoje”.

É preciso fazer uma educação sexual com nossas meninas e meninos que desenvolva o respeito para com o outro e para consigo mesmo! E um bom começo é olhar para a sua relação com seu marido, e vice-versa, como também seu relacionamento com seus filhos de ambos os sexos. O seu modelo é a principal referência de seus filhos!

Um outro fator, não menos importante, é ter um canal aberto com seus filhos para falar de fatos e questões de sexualidade comuns a faixa etária que eles se encontram, como também coloca-los a par dos Direitos Sexuais e ensinar a prevenção de violências, partindo do princípio e da convicção de que nenhum tipo de agressão é natural!