Início Blog da Lena Gravidez na adolescência: o que a escola tem a ver com isso?

Gravidez na adolescência: o que a escola tem a ver com isso?

Gravidez na adolescência
Foto: Revista Nova Escola

A gravidez na adolescência é um dos fatores que levam os jovens brasileiros a abandonarem os estudos. Na maioria dos casos, os adolescentes deixam a escola em busca de trabalho e novas formas de sustento. As garotas, depois que se afastam para cuidar do bebê, encontram muitas dificuldades para retomar os estudos. Segundo o estudo Juventudes Brasileiras, realizado pela UNESCO em 2006, 25% das meninas que engravidam na adolescência abandonam a escola.

O assunto, portanto, é motivo de preocupação para toda a sociedade, especialmente pais, jovens e professores.

Para vocês terem uma ideia do tamanho do problema: na Brasil, em 2016 nasceram 24 mil bebês de meninas de até 14 anos e 447 mil bebês de meninas entre 15 e 19 anos, segundo IBGE  Muitos, não?! Só eles lotariam os novos estádios construídos para Copa do Mundo de 2014.

Prevenir a gravidez na adolescência não é um problema só da família, é também um dos principais desafios do governo para enfrentar a pobreza e outras questões de saúde. Muitas pesquisas têm apontado a relação entre a baixa escolaridade dos pais e a taxa de mortalidade infantil. Ou seja, quanto menor a escolaridade dos pais, maior a vulnerabilidade da criança.

Por isso, é com alegria que compartilho uma boa notícia com vocês, colegas educadores e pais: estamos conseguindo vencer essa batalha!

De acordo com o levantamento do Ministério da Saúde, o aumento de ações de prevenção realizadas nas escolas, orientação sobre métodos contraceptivos e distribuição de camisinhas em postos de saúde têm ajudado a reduzir o número de adolescentes grávidas no Brasil.

Ainda assim, o desafio é grande e esses números variam bastante de acordo com a região do país. Enquanto o estado de São Paulo conseguiu reduzir em 26% o número de partos em adolescentes, entre 1998 e 2011, chegando à taxa atual de cerca de 15%, o Pará ainda se mantém num patamar acima dos 27%. (Confira aqui os índices de gravidez na adolescência na sua região).

As ações como o UNFPA (Fundo de Populações das Nações Unidas) vem desenvolvendo, entre ela: 1o Seminário Internacional de Prevenção e Redução da Gravidez não Intencional na Adolescência é importante, e me senti honrada e feliz em poder participar, apresentando o projeto do qual me orgulho muito e que contribuiu para a melhoria nos índices de São Paulo. Trata-se do Vale Sonhar, coordenado pelo Instituto Kaplan, que desde 2008 aborda de forma continuada a Educação Sexual para os alunos do 1º ano do Ensino Médio, como conteúdo da disciplina de Biologia. O projeto faz parte de um conjunto de ações adotadas no estado de São Paulo neste período.

A escola tem papel fundamental na educação sexual e este tema pode (e deve) ser trabalhado pelas diversas disciplinas nas escolas.

E você, tem alguma experiência de prevenção à gravidez na adolescência?

Deixe o seu comentário abaixo.

Para saber mais como fazer prevenção de gravidez na adolescência, clique aqui

Beijos!

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