Início Blog da Lena Adolescência O comportamento sexual dos filhos adolescentes deixa uma mãe desnorteada!

O comportamento sexual dos filhos adolescentes deixa uma mãe desnorteada!

Dando continuidade a nossa conversa sobre Direitos Sexuais, estou trazendo hoje um tema bem picante para quem vive, mas ainda, cheio de indignação para quem assiste, principalmente, quando se trata dos filhos – O direito ao prazer e a expressão sexual!

Você deve está dizendo agora: caramba! Era só o que faltava. Querer me convencer a transformar a minha casa em motel!

Não… não é nada disso não! É exatamente para que isso não aconteça que resolvi trazer esse assunto para a gente conversar.

Fique aqui comigo e preste atenção nessa história. Ela é real, só os nomes que alterei para preservar as pessoas:

Outro dia, a família Souza (pai,mãe, o filho de 15 anos e sua filha de 13 anos) foram ao auditório do Ibirapuera, em São Paulo, para assistir a apresentação de final do ano da escola de seus filhos. Lá para as tantas, quando acabou tudo, e a família estava se preparando para ir embora, o pai, Sr. Carlos, se dá conta que a filha não voltara depois que de sua apresentação, e pede ao Pedro que vá busca-la.

Ela chega feliz da vida, de mãos dadas com um garoto de sua escola. E quando a mãe chama para ir embora, ela dá um beijo na boca do garoto… daqueles bem gostoso!… Os pais se entre olham. Sr. Carlos ficou chocado, sem ação! A única coisa que ele fez no momento foi fala no ouvido de D. Marta:

– Você que é metida a moderna, é assim mesmo que as coisas precisam acontecer?

Dona Marta, então me procurou, e foi assim que fiquei sabendo dessa história. E é exatamente o conteúdo dessa conversa, sobre o direito ao prazer e a expressão sexual, que eu tive com ela, que quero compartilhar com você!

Quando ela me fez essa pergunta, de imediato, eu respondi: não. O comportamento sexual em público, pode ser aquele que você suporta, dentro do limite de seus valores. Você é a mãe, é você quem educa.

E agora a pergunta que não quer calar: “Tá bem Lena, mas como faço isso?É realmente um tema complicado de abordar com seu filho ou com a sua filha, mas você tem que aprender a lidar com ele.

Para conseguir educar, é preciso que você saiba sobre 3 coisas: encarar o fato, respeitar o direito ao prazer e a expressão sexual e negociar os limites.

Encarar o fato

Hoje, parece óbvio que todos nós, homens, mulheres, jovens, idosos, casados, solteiros, viúvos… tenham direito a se expressar e a sentir prazer sexual. Mas nem sempre foi assim, principalmente para as mulheres! E exatamente por isso, ainda hoje, se mantém uma herança cultural que faz da mulher, prisioneira de convenções sociais e religiosas que geram crenças e mitos em torno do sexo, causando uma vivência sexual infeliz.

Quem nunca ouviu falar de uma mulher que finge orgasmo? Ou aquela que se submete a práticas sexuais que abomina ou faz sexo por obrigação? A que não sente desejo? Ou ainda que não sente orgasmo?

Várias situações podem levar uma mulher a essas condições que causam insatisfação sexual, contudo quando uma menina é educada para se apropriar de seu corpo e sentir prazer sem culpa, ou cobranças, isso a liberta para uma sexualidade saudável!

Por isso, é importante que encare o fato sem constrangimento ou vergonha para falar sobre isso com seu filho (a). Quando você reconhece esse direito, principalmente, da sua filha, ela vai se sentir valorizada, compreendida e confiante para lhe ouvir e contar suas necessidades. Com isso, você, além de ser ouvida, vai poder evitar um comportamento promíscuo, a submissão e/ou a decisão de fazer sexo para agradar o outro, para não perder o namorado.

Respeitar o direito ao prazer e a expressão sexual

O DIREITO AO PRAZER SEXUALprazer sexual, incluindo autoerotismo (a masturbação), é uma fonte de bem estar físico, psicológico, intelectual e espiritual.

Um beijo, uma carícia especial… E pronto!!! O cérebro é invadido por uma onda gigantesca de excitação que leva a pessoa ao prazer sexual. A explicação para o prazer se esconde atrás de algumas partículas químicas, minúsculas, encontradas no organismo chamadas endorfinas, substâncias naturais produzidas pelo cérebro.

A endorfina foi descoberta e começou a ser estudada em meados da década de 70, causando tanto entusiasmo nos cientistas que acabou recebendo o nome de “droga da felicidade”. E não é para menos. Este hormônio afeta mecanismos cerebrais que controlam o humor, a resistência ao estresse e à dor, várias sensações de prazer e até o sistema imunológico.

As endorfinas podem ser produzidas durante várias situações, mas é na atividade sexual que este hormônio, é especialmente liberado. A química do prazer não para por aí. As endorfinas não são os únicos hormônios produzidos pelo corpo antes, durante e após o ato sexual. Há também intensa produção de adrenalina, de testosterona, de estrogênio e do hormônio do crescimento, entre vários outros. Este caldeirão químico, associado a uma cadeia de processos físicos e psicoemocionais começam a interagir no despertar do desejo sexual, produzindo na pessoa uma especial sensação de bem-estar que tira qualquer um de tempo.

Foi o que aconteceu com a filha de D. Marta. Ela estava tão radiante e feliz que nem percebeu, que o beijo na boca com essa intensidade, é uma troca de intimidade que não precisa e nem deve ser exposta em público, muito menos na presença dos pais, quando eles não suportam ver esse tipo de cena.

Mas, aqui é que está a importância de saber separar as coisas. Não há nada de errado com a garota, em desejar e dar um beijo na boca. Ao contrário! Isso é natural e positivo na relação de um casal. D. Marta e nem ninguém consegue evitar essa sensação! É o caldeirão do prazer entrando em ação.

O que não está adequado, aos valores da família, é a forma como ela está lidando com a sua expressão sexual. E nisso sim, D.Marta pode interferir e educar.

Mas como lidar com uma situação dessas? Você, que é mãe, está curiosa, não é?

Ah! Esse artigo lhe ajudou de alguma forma? Como?