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Tudo tem limite!

Respeitar os direitos sexuais de um filho parece uma missão impossível. D. Marta tinha essa mesma impressão. Ela achava que direitos sexuais na adolescência é bonito no papel, mas na prática, fica muito difícil de admitir.

– Porque, para que um adolescente precisa se expor dessa forma?

Quando você olha por esse ângulo, pensando só na sua necessidade e no medo dos os riscos que ele(a) pode viver por causa da sexualidade, parece mesmo uma situação sem importância. E foi exatamente por isso que se teve que garantir esse processo dentro dos direitos sexuais de um filho.  

O DIREITO À EXPRESSÃO SEXUALA expressão sexual é mais que um prazer erótico ou atos sexuais. Cada indivíduo tem o direito de expressar a sexualidade através da comunicação, toques, emoções e sentimentos.

Quando um adolescente é impedido de se manifestar sexualmente, ele perde uma grande oportunidade de aprender sobre a sua sexualidade e seu prazer, e isso vai se refletir na sua vida sexual, inclusive quando se torna adulto.

A liberdade para se comunicar com o seu parceiro(a) de todas as formas, e a convicção de que isso é direito é o segredo para o prazer sexual.

Mas quando seu filho(a) sente que tem direito ao prazer sexual, ele(a) acredita nele(a), “bota fé no seu taco”, e expressa  de várias formas: seja por um cantarolar de uma música, um sorriso, um tom da voz, o jeito de dançar, o perfume que usa, o humor, uma brincadeira, um olhar, as carícias … em tudo isso há um encantamento que chama a atenção do outro sem precisar de comportamentos exagerados em público para  desperta a afetividade e o desejo sexual do outro.

Com essa atitude, você dar uma referência para sua filha se orgulhar de ser mulher e perceber que tem o direito de escolher o seu momento e parceiro para ter uma relação sexual.

Negociar os limites

Você deve estar louca para saber como ela fez nesse caso, né?

Essa situação que aconteceu com D. Marta, pode não parecer, mas foi uma excelente oportunidade de entender as necessidades de sua filha e ao mesmo tempo expor para ela suas também.

Ela em vez de fazer o que era de praxe: brigar, colocá-la de castigo, desqualificar seus direitos… Chamou sua filha para conversar, admitiu para ela que esse comportamento é natural, mas que nem só dos desejos e vontades de uma pessoa, vive uma comunidade. Pois nem todos estão no mesmo clima, e certos comportamentos pode fazer seus pais se sentirem mal nessa situação.

Portanto, para que as necessidades de cada um, como também os seus sentimentos sejam atendido, ela propôs uma negociação. Falaram o que era mais importante para cada uma e pediu que ela, primeiro, dissesse suas sugestões de como poderiam resolver esse impasse. Depois foi a vez da D.Marta. Nesse episódio, especificamente, ela colocou:

– Eu sei que faz parte de um namoro, querer beijar o namorado. Mas, esse beijo precisa ser na minha frente e de seu pai?• Você gostaria que fosse abordado outro tema? Qual?

Ela respondeu: É claro que não! Desculpa, eu nem me toquei que uma coisa tão comum como um beijo na boca poderia constranger você e meu pai. Vou tomar mais cuidado, numa próxima vez!

– Mãe, já que estamos falando sobre direitos, o que você pensa do direito à saúde sexual? Quem vai conversar comigo sobre esses cuidados, você ou uma ginecologista?  

No próximo artigo, vou mostrar como D. Marta se saiu dessa!

Não perca!